PORTO DE RECIFE - PE

 


Mais Fotos Mais Fotos

ORIGEM

Datam de 1815 as primeiras iniciativas para a realização de melhoramentos no antigo ancoradouro de Recife. No decorrer do século XIX foram elaborados diversos projetos, sem que a execução contudo prosperasse. Somente em 1º de julho de 1909, com a publicação do Decreto nº 7.447, a empresa Société de Construction du Port de Pernambuco foi autorizada a construir as novas instalações, compreendendo, essencialmente, 2.125m de cais e três armazéns.

A entrada em operação comercial ocorreu em 12 de setembro de 1918. Pelos decretos nº 14.531 e nº 14.532, ambos de 10 de dezembro de 1920, ficou definida a transferência da concessão do porto para o governo estadual, que deu prosseguimento às obras da sua implantação, concluindo mais cinco armazéns, um galpão e começando o prolongamento do cais. Essa concessão foi revista e aprovada pelo Decreto nº 1.995, de 1º de outubro de 1937, e encampada, posteriormente, pelo Decreto nº 82.278, de 18 de setembro de 1978, pela Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobrás), extinta em 1990, passando o porto à administração da União.

ADMINISTRAÇÃO

É exercida atualmente pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), por meio da Administração do Porto de Recife (APR).

LOCALIZAÇÃO

Localiza-se na parte centro-leste da cidade de Recife, capital do estado de Pernambuco, na confluência e às margens dos rios Capibaribe, ao sul, e Beberibe, no local onde desaguam no oceano Atlântico.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Abrange os estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, parte de Alagoas, a faixa litorânea de Sergipe, o sudeste do Piauí, o sul do Ceará e o noroeste da Bahia.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.030, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Recife, no estado de Pernambuco, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na cidade de Recife, tendo como limites extremos o molhe de Olinda, ao norte, e a ponte Agamenon Magalhães, ao sul, na Baía do Pina, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Recife ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

· RODOVIÁRIO – Pelas rodovias federais BR-101, BR-232 e BR-408.

· FERROVIÁRIO – Por meio da Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN, malha Nordeste, antiga Superintendência Regional Recife (SR 1), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

· MARÍTIMO – Existem 2 canais de acesso ao porto, ambos com características naturais. O principal deles, Canal Sul, possui aproximadamente 260m de largura e 3,4km de extensão, com profundidade de 10,5m. O outro, denominado Canal Norte, tem pouca largura, cerca de 1.000m de comprimento, e profundidade de 6,5m, e é utilizado apenas por embarcações de pequeno porte.

INSTALAÇÕES

As instalações de acostagem compreendem quatro trechos de um cais contínuo, com uma extensão total de 2.947m, assim distribuídos:

Trecho 1 – Com 340m, contendo dois berços de atracação com profundidades variando de 8,50m a 10m. Existem, contíguos, dois silos horizontais para granéis, com 200.000t de capacidade, dois tanques para 10.000t e um armazém de carga geral com 3.800m2.

Trecho 2 – Com 1.000m, dotado de cinco berços, e profundidade de 10,30m. Dispõe de área de armazenagem a céu aberto, com 50.600m2, e de dois armazéns totalizando 15.000m2.

Trecho 3 – Com 1.260m de comprimento, oito berços, e profundidade entre 8m e 10m, possui oito armazéns para carga geral, um deles destinado a carga frigorificada, somando 19.900m2. Conta, também, com uma área de 5.785m2 de pátios descobertos para depósito de carga geral.

Trecho 4 – Consiste em 347m de cais divididos em dois berços, com profundidades de 6m a 8m, defronte a dois armazéns com 5.300m2 e um pátio descoberto, de 1.400m2, destinado à carga geral.

EQUIPAMENTOS

20 empilhadeiras, sendo 5 de 2,5t, 7 de 3t, 5 de 7t, 2 de 37t e 1 de 40t; 3 tratores, sendo: 1 de 50H.P., 1 de 105H.P. e 1 de 112H.P.; 3 tratores de terminal, de 156H.P. cada um; 1 guindaste de 9t; 7 guindastes elétricos de pórtico, sendo: 4 de 3,2t, 1 de 12,5t, 1 de 16t e 1 de 25t; 3 moegas; 1 barca d’água de 230t, 1 descarregador pneumático de 150t/h; 1 descarregador móvel de 60t/h; 1 portêiner de 30,5t; 1 transtêiner de 30t; 2 grabs de 6,3m3 e 2 grabs de 4,0m3.

FACILIDADES

O porto possui um Pátio de Contêineres (PCON) que está incluso na área de retaguarda do berço nº 2, com as seguintes facilidades: área de 24,128m2; capacidade de estocagem de 1.140 contêineres; 30 tomadas para contêineres frigoríficos; 2 empilhadeiras de 37t, com spreader telescópico; 1 empilhadeira de 40t, com spreader telescópico; 2 empilhadeiras de 7t dotadas de asa delta para movimentação de contêineres vazios; 1 guindaste de 25t, na faixa do cais; 1 portêiner com capacidade de 30,5t; 1 transtêiner com capacidade de 30t.

O porto possui, também, 6 instalações especiais para embarque e desembarque de granéis sólidos e/ou líquidos: Moinho Santista (trigo), Ceagepe (cereais), Rhodes (cevada), Melaço Nassau (melaço), Terminal Açucareiro (açúcar e melaço) e distribuidoras (petróleo).

As linhas férreas disponíveis no porto são: para trens 10.000m; para guindastes 1.280m; para portêiner 220m; para transtêiner 422m.

Abastecimento de Água

O fornecimento de água aos navios é feito por meio de hidrantes com tomadas de 2,5”, distribuídas ao longo do cais, sendo 54 de tomadas espaçadas a cada 30 m e 17 a cada 50m.

Praticagem e Manobras

A praticagem e as manobras são obrigatórias a partir do Quebra-Mar do Banco do Inglês, e são administradas pela Associação dos Práticos do Estado de Pernambuco.

Salvatagem

A salvatagem dos navios mercantes e da marinha fica sob a competência da Capitania dos Portos do Estado de Pernambuco.

Rádio Operador

A Estação Costeira de Olinda (PPO) opera nos canais 16 e 23 a 27.

Horário de Trabalho

– turno diur no – normal: das 8h às 12h e das 13h às 17h, e extra: das 17h às 19h;

– turno noturno – normal: das 19h às 23h e de 0h às 4h, e extra: das 4h às 6h.

 

ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE RECIFE (APR)

Praça Artur Oscar, s/n – Encruzilhada

CEP: 50030-370 – Recife (PE)

PABX: (81) 424-4044

Tel.: (81) 224-6106

Telefax: (81) 224-2848

E-mail: portorec@elogica.com.br