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PORTO DE VITÓRIA/TUBARÃO |
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ORIGEM O crescimento da cultura cafeeira na Província do Espírito Santo, a partir de 1870, tornou saturado o porto de Itapemirim, então utilizado para escoamento agrícola, essencialmente de cana-de-açúcar. Como alternativa, foram previstos embarques em outro atracadouro, denominado Cais do Imperador, na parte sul da ilha de Vitória. Em 28 de março de
1906, o governo federal autorizou à Companhia Porto de Vitória
(CPV) a implantação de novas instalações no
mesmo local, ficando a cargo da empresa C.H. Walker & Co. Ltd. a execução
de 1.130m de cais. As obras, no entanto, foram interrompidas em 1914.
A União encampou a concessão dada à CPV e transferiu-a
ao governo estadual pelo Decreto ADMINISTRAÇÃO É exercida pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Os portos de Praia Mole e de Barra do Riacho, incorporando apenas terminais de uso privativo, são assim gerenciados: em Praia Mole, o terminal de produtos siderúrgicos pelo condomínio que reúne as siderúrgicas de Tubarão (CST), Usiminas e Açominas, e o terminal para carvão pela Cia. Vale do Rio Doce (CVRD). Em Barra do Riacho, o terminal de celulose pela Portocel Terminal Especializado de Barra do Riacho. LOCALIZAÇÃO Porto de Vitória: as instalações para cargas diversificadas estão distribuídas em ambos os lados da Baía de Vitória, ocupando parte da cidade de Vitória e do município de Vila Velha. Porto de Praia Mole: na Baía do Espírito Santo, na extremidade norte da praia de Camburi, em área contígua à Ponta do Tubarão. Porto de Barra do Riacho: no centro do litoral do estado do Espírito Santo, distando 25km da cidade de Aracruz. ÁREA DE INFLUÊNCIA A área de influência do complexo portuário abrange todo o estado do Espírito Santo, bem como as áreas leste e oeste de Minas Gerais, leste de Goiás, norte fluminense, sul da Bahia e de Mato Grosso do Sul. ÁREA DO PORTO ORGANIZADO Conforme Portaria-MT nº 88, de 11/3/96 (D.O.U. de 12/3/96), a área do porto organizado de Vitória, no estado do Espírito Santo, é constituída: a) pelas instalações portuárias terrestres existentes nos municípios de Vitória e Vila Velha, delimitadas pela poligonal definida pelos vértices de coordenadas geográficas a seguir indicadas: Ponto A: latitude 20º19'26", longitude 40º21'00"W, Ponto B: latitude 20º19'36", longitude 40º21'07"; Ponto C: latitude 20º19'27", longitude 40º16'03"; Ponto D: latitude 20º18'39", longitude 40º16'33", abrangendo todos os cais, docas, dolfins e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviárias e ferroviárias e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Vitória ou sob sua guarda e responsabilidade; b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários ao porto de Vitória, compreendendo as áreas de fundeio definidas pelas de coordenadas Ponto X: latitude 20º20'02", longitude 40º15'13", canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações portuárias terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" anterior, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público; c) pela infra-estrutura de proteção determinada pelas coordenadas: Ponto 1: latitude 20º18'01", longitude 40º14'27"; Ponto 2: latitude 20º17'40", longitude 40º13'49"; Ponto 3: latitude 20º17'15", longitude 40º14'00"; Ponto 4: latitude 20º17'13", longitude 40º13'57"; Ponto 5: latitude 20º17'41", longitude 40º13'47"; Ponto 6: latitude 20º18'05", longitude 40º14'26", e pela bacia de evolução com raio de 350m, cujo centro da circunferência tem coordenada de Ponto Y: latitude 20º17'48", longitude 40º14'25". ACESSOS RODOVIÁRIO
Pelas rodovias ES-080, BR-262, que liga Belo Horizonte a Vitória,
e BR-101. INSTALAÇÕES Porto de Vitória: possui um cais comercial com comprimento de 776m, contendo quatro berços, de profundidades entre 7m e 10m. Esse cais dispõe de três armazéns para carga geral, totalizando 8.000m2, um pátio coberto para celulose com 900m2, um pátio descoberto de 30.000m2, utilizado para carga geral, e um silo horizontal, para trigo, de capacidade estática de 10.800t. Cais de Capuaba e Paul: somando 1.005m, compreende cinco berços com profundidades entre 9m e 11m. A extremidade norte do cais de Capuaba contém uma rampa para o sistema ro-ro. A área conta com um armazém de 8.000m2, destinado a carga geral e produtos siderúrgicos, dois silos para cereais, sendo um vertical e o outro horizontal, de capacidades de 48.000t e 40.000t, respectivamente, além de dois pátios descobertos para contêineres, granéis sólidos e carga geral, num total de 150.000m2. |